defender o caráter público da educação não passa apenas pelas políticas em ambito macro, mas pelas micropolíticas, no cotidiano.
com a provocação de miguel arroyo, pensamos que muitas vezes a educação escolar se resume a "cercadinhos" particulares que não se conversam, só pensam em seu próprio "umbigo", e todos os problemas que surgem advém da estrutura familiar, cognitiva, do aluno. Nunca o problema pode ser uma questão de ordem metodológica, pedagógica.
esses cercadinhos privados na educação pública são uma prática que precisa ser abolida da escola, que, em pleno século xxi pós-pandêmico, parece não ter sofrido nenhum abalo em seu núcleo duro de práticas massificantes, que esperam a homogeneização, que praticam uma educação bancária. elas continuam a projetar os problemas para fora do processo pedagógico. a educação escolar precisa deitar no divã, analisar-se, fazer a auto-crítica. auto-crítica essa que não serve para enfraquecer a categoria docente, pelo contrário, é um movimento necessário para o seu fortalecimento e apropriação de seu lugar.
a escola precisa ser incluída nos processos de transformação social. não é a escola que tem que incluir os estudantes "especiais", mas sim, é preciso um giro ontológico.
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